E naquele momento senti o que costumava sentir, naqueles melancólicos dias, em que tudo o que eu queria era apenas esperança, esperança para um novo dia, esperança para não perder o rumo e para tentar quebrar mais uma vez um outro e novo obstáculo. Mas nunca cedias, nunca deixavas, fechavas sempre portas, cerravas as janelas e isolavas-te por detrás de muralhas enormes. E hoje, naquele momento, o tempo retrocedeu numa questão de segundos.
E quem pensa que as palavras não são armas desengane-se, porque não há nada que chegue mais depressa ao coração de que elas. E não há nada que cause tanta dor como ouvir uma simples frase, mal estruturada e impulsiva que, meio sem saber, nos expulsa de uma vida. E nesse momento senti frio, senti uma solidão indescritível, senti aquele vazio de novo... voltei a sentir-me uma estranha de novo. Uma estranha numa vida sem lugar para estranhos.
Não me expulses agora, por favor.
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