«Olharam-se apenas, olharem-se era a casa de ambos.»

domingo, 21 de março de 2010

I got my angel now

É um mundo à parte. Não se sabe muito bem como lá chegar, como lá entrar sequer. Mas de repente, sentimos apenas um brilho especial na nossa vida e aí sabemos que ele nos abriu portas, que começamos então a derradeira descoberta. E à medida que a caminhada é feita, o brilho cresce. E cresce à medida que descobrimos a excepcional pessoa que ele é por detrás de todo e qualquer muro, pano ou porta. É o coração nobre e mente lírica, é a doce melodia que corre. É todo ele magia e encanto. É a feição de vencedor, o instinto de lutador. No entanto é a fragilidade escondida e a fé perdida. É a razão, muito mais que a emoção, mas dando lugar à segunda, não há primeira que o defina com precisão. É incerto e pouco linear, é confuso e gosta do mar. Mas é assim, e não haveria outra forma de o ser. Não haveria maneira de não o ser. Porque é quem vale a pena, é uma alma que em nada tem de pequena. É o coração duro de chegar, mas a emoção pura e clara de alcançar. Eu diria que é um tesouro, eu diria mesmo que é a própria da vida, com tanto para descobrir e para explorar. Eu diria mesmo que por ele é um gosto, é uma admiração, é qualquer coisa que evade o coração. Isto sou só eu, pois é claro, mas qualquer um que possa ter o prazer de passar um verdadeiro minuto com ele, percebe que de facto há pessoas muito pouco humanas no mundo. Percebe que de facto os anjos existem.
I

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